Quando eu era criança, digamos que eu era muito moleca. Além de brincar de todas as coisas de menina, eu também gostava muito das coisas que os meninos brincavam. Isso explica o fato de eu ter tantos amigos do sexo masculino… hehehe
Bolinha de gude, pião, carrinho… E por aí vai. Posso dizer que aproveitei a minha infância como se ela fosse eterna. Não dava bola para algum engraçadinho que soltava comentários como “Maria João” ou até mesmo “Uuuuuu, que menina delicada!”
Bom, vamos ao que o título desta postagem que interessa.
Eu empinei muita pipa. Mas a que eu mais adorava era a famosa “pipa de saco”, que nada mais, nada menos, era a própria sacolinha de carregar compras no supermercado. Eu pegava um bom pedaço das linhas de costura da minha mãe, enrolava em um pregador ou até mesmo lápis, amarrava um nó, fechando o saco e… Voe!
Não era necessário rabiola, já que a mesma ia em direção ao céu, totalmente inflada. Eu morava no último andar de um prédio, e quando o vento vinha muito forte, a pipa se enganchava no telhado! E para tirar era um sacrifício. Ou tentava pegar de volta, ou fazia outra.
Os meninos daqui da minha rua, colocam cerol nas linhas, e ainda por cima empinam pipa perto de postes de eletricidade. Sem contar das vezes em que os papagaios deles caem no meu telhado, e eles ficam cutucando com paus, gritando uns para os outros que pegaram a pipa de fulano, que ciclano vai ter o que merece… Que meninos atribulados! E quem sofre são os meus ouvidos.
Obs: a inspiração me veio à tona quando, ontem, à caminho da Facul, eu vi um rapaz aparentando ter 16, 17 anos empinando pipa em cima de um telhado. Estava muito escuro, e só o Senhor sabe o milagre de ele não ter caído com a cara no chão.
Procurar um lugar longe da urbanização para empinar papagaio é uma boa idéia de se evitar acidentes.



